<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6685028050754721286</id><updated>2011-12-17T22:48:19.353Z</updated><title type='text'>prof. Quantum</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://profquantum.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6685028050754721286/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profquantum.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>fernando lucas</name><uri>https://profiles.google.com/109845268238877631469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-h8n6RBCzJEc/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/SIemjzy8sGw/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6685028050754721286.post-5043661805456633056</id><published>2009-01-27T23:09:00.001Z</published><updated>2009-01-28T11:51:25.908Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="western" id="xdan" style="margin-bottom: 0in; color: rgb(204, 0, 0);" align="center"&gt;  &lt;i id="n:iz"&gt;1º Capitulo&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="kwvm" style="margin-bottom: 0in;"&gt; “Podíamos ver tantas estrelas como de um punhado de areia fina branca tivesse sido espalhado sobre um pano negro. As estrelas cintilavam de uma maneira que pareciam mexer como uma nuvem ao vento muito lentamente, e nem todas eram brancas, mais pareciam as luzes de uma árvore de natal. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="bnol" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Ninguém iria imaginar que um dos tais grãos de areia da via láctea, um dos mais pequenos, aquele que não se conseguia ver, mesmo estando na montanha mais alta, vindo das zonas mais longe das fronteiras do espaço, iria mudar tudo o que existe no planeta Terra. Comparando o seu tamanho com o do planeta Terra, é o mesmo que uma ervilha numa panela grande da cantina da universidade. E mesmo assim, essa pequena ervilha fez tamanhos estragos na Terra que a mudou para sempre.” &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="s_lm" style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="p15_" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Falo do cometa que nos atingiu aqui na Terra na altura dos dinossauros, meus caros alunos, mesmo para aqueles que estiveram a dormir. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="vaqz" style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="hoc9" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Um ponto na noite com uma cauda luminosa ganhava tamanho na sua aproximação, e há medida que entrava na atmosfera limpa da Terra começou a arder deixando uma cauda negra. Os animais sentiram a sua aproximação silenciosa, mas não entraram em pânico. Eles nem sabiam o que fazer, um pouco como um animal selvagem quando fica parado no meio da estrada a olhar para os faróis de um camião que vai a grande velocidade. Quando o meteorito bateu na superfície, parte do nosso planeta ficou dia por muitos segundos e uma onda de choque varreu tudo numa área que percorreu metade do hemisfério. O resto, todos vocês já sabem: a nuvem negra, a extinção das maiores espécies de animais deste planeta… Blá! Blá! Blá! O primeiro macaco a ficar de pé… Blá! Blá! Blá! A era glaciar... Blá! Blá! Blá! Os egípcios... Blá! Blá! Blá!&lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="zojx" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="ol2m" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="s8ag" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="nqob" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="zbev" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="bqt3" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="hm7o" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;    &lt;p class="western" id="qprk" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  Usei esta parte da história da Terra, já conhecida de todos, para exemplificar que as pequenas acções, por muito insignificantes que pareçam, influenciam um todo. Não só podem, como devem modificar tudo o que as rodeia, não sabendo mesmo se existe limites de influência. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="xl6f" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Andam a fazer estudos de cálculos matemáticos e físicos com o uso de valores e equações quânticas para saber ao certo qual a barreira da influência de uma acção, se é que há alguma barreira. Há quem diga que essa reacção em cadeia nunca acaba, e há quem diga o contrário. A ciência é mesmo assim, nunca desistir de provar a sua teoria perante os outros. &lt;/p&gt;   &lt;p class="western" id="as:3" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Agora a parte das perguntas. Sim, aí ao fundo o que levantou a mão, diga!&lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="as:3" style="margin-bottom: 0in;"&gt;- Senhor professor, eu sei que o senhor faz parte dessa equipa de estudo quânticos práticos. Já há alguns resultados? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="e28e" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Sim, sou. E não, ainda não há resultados científicos mas no entanto há muitas teorias. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="wtka" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  Mais alguém? A menina aqui da frente, diga! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="nag7" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Essa acção/reacção pode influenciar outras dimensões para além da X, Y e Z? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="pff1" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Está a perguntar se o “poder” de influência só atinge o mundo físico como nós conhecemos? Boa pergunta. Não sei se altera as dimensões paralelas à nossa, mas pode alterar a nossa, mesmo a quarta dimensão, o tempo. Mas não aceitem esta como verdade científica. É só mais uma teoria minha. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="bssg" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Mais alguma pergunta? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="ufb-" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Senhor professor! Aqui! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="hi7y" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Sim, diga! Não o vejo bem aí tão longe, e as luzes que me batem na cara não ajudam. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="l9p6" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Não faz mal. Quando mandamos uma pedra para um lago espelhado, a nossa acção faz agitar a superfície da água provocando pequenas ondas circulares que com o tempo perdem a força, e as que a mantêm, acabam por morrer nas margens. Terá a pequena pedra feito algo mais que agitar um pouco a água, e que a reacção não saiu das fronteiras deste lago? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="y0vy" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Ora bem! (diz o professor Quantum puxando os óculos para a ponta do nariz) Para quem não sabe, eu apresento. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="vcum" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Alunos, este é o professor Mateus que faz parte da mesma equipa que estuda o poder da influência, mas como repararam pela pergunta, tem uma teoria oposta à minha, e como qualquer teoria, também ela é aceite como possível explicação. E pelo que sei, esta aula é apenas para alunos, não para professores. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="iipx" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Mas o senhor professor é o primeiro a defender que nunca paramos de aprender, logo, somos alunos a vida toda, certo? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="d3m7" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - O que quer que seja que quer fazer na minha aula vai ter que…. (a conversa é interrompida pelo toque da campainha que anuncia o fim das aulas). &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="cezc" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  ... Bem por hoje é tudo, podem sair. Não se esqueçam do trabalho sobre o poder da religião nas grandes civilizações antigas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="bc7t" style="margin-bottom: 0in;"&gt; O Prof. Kwarter arruma a pasta, retira o disco de memória onde guarda a apresentação da sua teoria do projector da aula, tira os óculos, alarga o nó da gravata e sai para o corredor da sala. Ao virar da esquina está o Prof. Mateus aborda-o enquanto caminha. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="kb90" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Que linda história aquela das estrelas na noite e da areia fina e branca, teatral demais não? Devias era escrever peças para teatro de má qualidade em vez de dar aulas de ciência. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="rwz." style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Os alunos têm que ser cativados para estarem atentos nas aulas, e com isso ganharem interesse pela matéria que todos acham chata e aborrecida, como as tuas aulas onde aparecem sempre os mesmos cromos, ratos de biblioteca. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="cyd2" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Mais vale serem poucos mas bons alunos, que aproveitem os meus conhecimentos para que no futuro venham a ser tão bons como eu. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="l4fd" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Sinto nas tuas palavras a pratica da minha teoria. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="uh81" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Nem por isso, porque a sabedoria deles acaba antes de me igualar, morrem na margem do lago. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="qofa" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  O que quero saber é se hoje não votas contra na decisão sobre o uso de bio energia para accionar o Tubo. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="h7pn" style="margin-bottom: 0in;"&gt; -Mateus! Já te disse que não devemos falar o tema das experiências fora do laboratório. E sabes muito bem que o nome bio energia é falso, porque usas a radioactividade para criar a reacção química para gerar energia. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="y16v" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Mas consigo gerar vinte vezes mais energia do que a que é aplicada. Sem nenhum esforço ou gastos monetários. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="l13c" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - O que vais conseguir com isso é uma reacção em cadeia que não vais controlar com as tuas “margens do lago”. E a tua pequena pedra vai acabar por criar um tsunami. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="x-55" style="margin-bottom: 0in;"&gt; O Prof. Mateus fica para trás e num acto de raiva esmurra o cacifo de metal de um aluno, metendo a porta dentro. – Burro este Kwater! Vai-me estragar tudo que construí nestes últimos anos. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="w515" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Ao mesmo tempo, o Prof. Kwater sai pela porta principal da universidade acenado com a mão sem olhar para o seu colega de equipa com um ar vitorioso. – Vemo-nos logo na reunião no laboratório Mateus. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="pgi1" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="sd06" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;                        &lt;p class="western" id="vuto" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  Um grupo de homens de bata branca procura o seu lugar em volta da mesa redonda da sala de reuniões no laboratório da universidade. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="d11e" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Como bons cientistas todos eles são organizados na maneira de se sentarem. O puxar da cadeira com as duas mãos, entrarem pelo lado direito, o levantar a bata como um pianista com fato de fraque, o bater das folhas na mesa e o tirar as canetas do bolso colocando-as ao lado das folhas. Não sendo eles matemáticos em tudo que fazem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="fdq4" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  O homem mais velho da sala volta a levantar depois de estarem todos sentados: &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="bvbd" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Antes de tudo, boa noite a todos. Para variar vejo que faltam dois dos nossos colegas, professores Kwater e Mateus. Alguém sabe deles? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="gy8i" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  O resto dos cientistas na sala sorriem de cabeça baixa. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="w_p1" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Desculpem o meu atraso: diz o Prof. Kwater entrando de rompante pela sala. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="g3-w" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  Logo de seguida vem o Prof. Mateus deixando um sopro de raiva enquanto se senta apressadamente no seu lugar. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="h84q" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Bem, visto que já cá estão todos, vamos dar início à reunião de hoje. Na última reunião foi vetada a ideia do Prof. Mateus do uso da radioactividade na criação de bio energia que se propunha usar na nossa experiência com o nome de código: Tubo. E como os votos foram unânimes acho que não haverá mais assunto da bio energia do colega Mateus. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="zq1b" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - É um erro o que estão a fazer comigo. Vocês não sabem o potencial da minha ideia… &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="hblr" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Aí é que está. Nós sabemos exactamente o potencial da sua ideia, e por ela ser grandiosa também sabemos que não temos equipamento para a sustentar. Não temos máquinas evoluídas para tal. E achamos que o ser humanos também não está preparado para “controlar” tamanho poder sem ser usado para fins militares. Na nossa história de descobertas científicas temos vários exemplos negativos conhecidos. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="i821" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Por isso volto a dizer que o assunto está encerrado e espero que o Prof. Mateus mantenha o seu projecto da bio energia mais secreta possível e que procure novos caminhos mais seguros para que o nosso Tubo possa prosseguir mas dentro dos limites científicos actuais. Concentre-se no projecto como equipa e não a solo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="gm4l" style="margin-bottom: 0in;"&gt; O professor Mateus ao perceber que o grupo de colegas não iria voltar a trás, parte uma caneta que tinha na mão de tanta raiva. O seu olhar fixado no Prof. Kwarter gela o ambiente na sala. Todos sabem que não se dão bem, desde sempre que lutam pelas suas teorias mas ultimamente Mateus tem perdido algumas batalhas. &lt;/p&gt;   &lt;p class="western" id="fvff" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="o7z-" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="eysw" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="g721" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="e90." style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="crrh" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="ct60" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  O projecto Tubo&lt;sup id="ufa5"&gt;*&lt;/sup&gt; é algo grandioso no trabalho e na quantidade de pessoal que dele se ocupam, mas na verdade é que não passa de um pequeno tubo de 50 cm num laboratório também ele pequeno. Consiste em fazer medições precisas de movimentos de átomos numa reacção em cadeia. Parece simples mas não o é. O átomo é algo bastante difícil de controlar, foi necessário muitos anos para conseguir este pequeno aparelho de medições exactas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="cgmx" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  Horas mais tarde. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="f1lh" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Professor Liar, posso dar uma palavrinha? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="c6pi" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Sim claro professor Kwarter. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="m9on" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - É sobre o nosso colega Mateus. Algo de estranho se passa com ele, tem andado um pouco agitado nos últimos tempos. Alunos dele já falam no seu nervosismo nos corredores desta universidade. Ainda hoje interrompeu a minha aula sobre o poder da influência. E pior, soube há pouco pela secretaria da universidade que um aluno pediu um cacifo novo porque o Prof. Mateus o estragou depois de ter discutido comigo. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="z-xh" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Onde quer chegar com essa conversa? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="u2h4" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Eu estou a crer que o nosso colega anda a tomar medicação para se manter activo no projecto já que faz directas no laboratório, e que anda a ter efeitos secundários provocando o tal nervosismo. Poderá por em causa a qualidade do trabalho que aqui pratica. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="ukfo" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Eu sei que vocês os dois não se entendem, que já acho um disparate, mas que o seu colega ande a fazer tamanho erro? O seu colega tem um feitio complicado, mas tomar drogas? Eu não acredito. Agora deixe de pensar no seu colega e dedique se ao seu projecto de influência inter dimensional. Já agora como vão esses resultados? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="da4." style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Mas o professor Mat… &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="i-8d" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Kwater! Tenho que o repreender como se fosse ainda meu aluno. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="y4_-" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Desculpe… Bem, os resultados vão bem. Estou a conseguir progressos. É pena não estar mais horas a trabalhar neste projecto, o dia acaba rápido. Gostava de ter mais tempo. Mas ainda esta semana vai ter o relatório na sua secretária. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="xw:3" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Espero por ele até sexta no final do dia. Vá! Agora volte para os seus cálculos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="oc75" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  Enquanto o Prof. Kwarter fala com o Prof. Liar, Mateus observa-os de fundo da sala com um leve sorriso. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="cv6e" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Estes dois juntos não me vão conseguir parar, não agora que estou na recta final. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="envw" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Uma questão de dias e provarei que estou certo e que vão necessitar da minha ajuda para obter resultados. Hum! São uns tolos. Uns tolos. &lt;/p&gt;    &lt;p class="western" id="aum1" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="wkyj" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="scuz" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="kur:" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="hk_y" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  Dia seguinte na mansão do Prof. Kwarter. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="qnmp" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Artur Julião Ferreira Kwarter, filho de famílias ricas, donas de castelos e de terras carregadas de urânio, que na altura das primeiras grandes guerras peninsulares vendiam a quem lhes desse mais. Ainda nos dias de hoje têm bastante para venda a quem dele necessitar e pagar bem. Kwarter filho único, tem uma luta familiar desde a sua juventude, uma luta contra os interesses económicos do urânio. Ele sabe que o seu pai mesmo que mudasse de opinião ao fim destes anos todos, e ganhasse consciência do mal que fez nessas guerras, nada poderia fazer porque o poder actual das suas famosas terras estão sob os accionistas maioritários de vários países. O interesse pela física e pela química é mais uma busca de respostas para mostrar ao seu pai que há outros caminhos melhores, e que poderá encontra-los e explicar ao mundo os erros do passado e como poderão corrigi-los no futuro. Que temos o direito de moldar o futuro melhor sem necessitar de mexer no erros cometidos no passado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="hsfo" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Menino Artur, os seus colegas já se encontram no anexo esperando por si. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="f0wz" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Domingos, diga a eles para começarem a trabalhar que em poucos minutos lá estarei para dar mais directrizes. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="ux6g" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Assim será menino… &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="g0li" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Kwarter dirige-se para uma sala enorme, que mais parece um museu pessoal familiar. Países negociantes com o seu pai ofereciam peças de arte e arqueólogas durante as suas visitas de cortesia. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="y5g4" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Kwarter digita um código num expositor de vidro no centro da sala, dele retira uma estatueta de uma civilização antiga desconhecida, protegida por uma copula de vidro com uma base em metal com um aparelho electrónico agarrado. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="a:vd" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Fechado hermeticamente durante centenas de anos num túmulo nas melhores condições, esta estatueta pode me levar a descobrir o que tanto procuro. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="c90b" style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="a0w4" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Depois de admirar o artefacto com satisfação e sem demoras, o Prof. Kwarter coloca-o num saco de pano preto que trás ao ombro e sai em passos largos para a porta oposta da qual entrou gritando: &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="n1:t" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Liguem as máquinas! Eu estou a caminho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="tvk." style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="lurq" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="i:b5" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="rw3j" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="m.eu" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="q8vc" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="qttp" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="lb:s" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="l58o" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="i4wv" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  No entanto no outro lado da cidade. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="i6d7" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Prof. Mateus acaba de chegar a um armazém nas docas antigas da cidade, que desde o fim da última grande guerra nunca mais foi usada devido à queda bombas químicas e radioactivas usadas pelo exército imperial. Estaciona a carrinha de traseira, e enquanto sai para abrir o portão do armazém vai olhando para todo o lado para ter a certeza que não foi seguido. O portão parece enorme e pesado, mas Mateus abre-o facilmente num só movimento. Da carrinha e retira um bidão de metal, embora pareça vazio nos braços dele, a carrinha sobe a suspensão uns bons centímetros. Mateus está com uma força sem igual, ele sente-se um super humano. O armazém é escuro e cheio de tubos desordenados que convergem para o ponto onde Mateus se dirige com o bidão. No centro daquele caos de maquinaria está uma esfera de cobre com escotilhas redondas, mais parecendo um submarino de grandes profundezas adaptado para a sua experiência. Quando larga o bidão ao lado e o destapa, consegue-se ler a palavra perigo em grandes letras e o símbolo de radioactividade. A quantidade de radioactividade que se espalha no armazém é capaz de matar uma centena de pessoas em poucos minutos, mas nada parece acontecer com Mateus, como tivesse imune àquele perigo de radiação. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="d-nk" style="margin-bottom: 0in;"&gt; -Para uns, isto é lixo perigoso, para mim é algo de muito útil e inofensivo. Esta raça de humanos não vão muito longe com estes pensamentos, é por eles e pelo futuro deles e meu claro, que tenho que conseguir fazer esta maquina trabalhar, e não vai ser o Prof. “Quantum” e os amiguinhos colegas que me vão impedir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="sxqj" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  Nisto o Prof. Mateus calça uma luva de borracha até ao cotovelo puxa um tubo articulável para dentro do bidão do líquido viscoso verde e luminoso. Acciona a alavanca para activar as bombas para sugar o liquido para o interior da grande esfera. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="e8fy" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  -Finalmente hoje vou fazer um novo futuro no passado. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="ygvw" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  Mateus ergue por cima da cabeça um capacete com uma escotilha como visor. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="woxz" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - É tempo! Ah! Ah! Ah! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="onsc" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="gu31" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="nhw9" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="e533" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="y2-t" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="ka4s" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="gv50" style="margin-bottom: 0in; color: rgb(204, 0, 0);" align="center"&gt;  &lt;i id="xvfd"&gt;2º Capitulo&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="hh0h" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;i id="p2rf"&gt;03:20. Esquadra da policia da baixa da cidade.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="sde7" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  A sargenta Ana Lurdes sai dos balneários com um ramos de flores todo desfeito gritando em direcção ao gabinete do chefe da esquadra batendo com o ramo contra a porta abrindo-a. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="eqym" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Estou farta destas brincadeiras chefe Lavo, eu já cá estou há 2 anos, e os maricas sem miolos continuam a não aceitar as ordens vinda de uma mulher. O que é que tenho que fazer para estas minhocas com pernas pararem de fazer brincadeiras nos meus cacifos? Hei? Quero uma resposta e agora! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="tdx:" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Sargenta Lurdes já parou de berrar? Deviam inventar uma metralhadora com o seu nome, nunca se cala. Caraças! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="gt:h" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Chefe! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="s6qi" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Calma sarg. Já parou para pensar um pouco porque raio está um ramo de flores no seu cacifo? Você acha que é uma partida de mal gosto? Para mim é muito simples, tem um colega como admirador romântico e pelo que vejo tem uma cartão a dizer quem foi, bem, acho eu. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="e:p9" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  A Ana olha para o ramo sem baixar a cabeça e vê um cartão com forma de coração com algo escrito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="iedf" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - É normal sarg. É uma mulher bonita, solteira e inteligente, ok pelo menos algo inteligência, porque com tanto jeito para encontrar ladrões no meio da multidão, e não soube ver um sinal romântico dum colega. Agora leve esse resto de flores e ponha num jarro com água, e vista o ser uniforme e vá trabalhar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="e8je" style="margin-bottom: 0in;"&gt; Uma mistura de raiva e vergonha sai porta fora a soprar com os colegas policia a desviarem do seu caminho para não serem atropelados ou por medo da Ana. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="apce" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  Enquanto caminha volta a olhar para o cartão que tem na mão para tentar perceber quem o assinou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="bjba" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - O Campos? Aquele… aquele fuinha. (diz a Ana com um leve sorriso) &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="j:-7" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="m00:" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="mmru" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="bvy0" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="gm7d" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;     &lt;p class="western" id="o7ic" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;i id="tomh"&gt;Um pouco tempo depois nessa noite no carro patrulha&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="gh99" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Ana que se passa contigo? Estás muito calada. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="bmh2" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Sim eu sei, falo muito não é? Mas hoje não me apetece. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="ng0." style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Mas não é nada entre nós pois não? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="b9fs" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - nop! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="sv9e" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Hm! Ok porreiro! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="twze" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Ok! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="o1bf" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Pronto… mas não queres desabafar? Sabes que podes contar comigo. Já trabalhamos juntos faz tempo, por isso... &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="q5va" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Por isso mesmo cala-te! E conduz. Sabes que voltar a patrulhar as ruas da cidade não é algo que goste muito. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="nesf" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Não tivesses dado cabo do carro do presidente da cidade e já não apanhavas este castigo. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="beqw" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Agora a culpa é minha que usaram o carro para assaltar o banco. Também tu gomes? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="tyyg" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Ana só acho que devias ser mais calma. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="avcr" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Oh pá cala-te sim? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="uvgf" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Ok! Ok! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="q9xt" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Pronto. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="lj0n" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Pronto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="v3lf" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  A conversa e interrompida com uma chamada de rádio patrulha. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="yufj" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Atenção carro 05, atenção carro 05! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="wv8d" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Aqui carro 05. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="vbns" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Temos queixas de varias pessoas na zona Este da cidade de um barulho vindo da mansão no topo da colina. Vocês estão perto pelo que vejo no meu computador. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="m1v." style="margin-bottom: 0in;"&gt;  -ok! Vamos a caminho. Termino. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="o073" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  A Ana fica a olhar para o Gomes com um ar sério e gélido. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="pkig" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Que foi que eu fiz? (diz Gomes) &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="e_l9" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Tu achas que estou interessada em bater à porta dum menino ricaço para lhe puxar as orelhas porque não tem os pais em casa e gosta de fazer festas onde passam a noite a cheirar farinha magica? Que linda noite que vou ter. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="d:t4" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Será que ainda nos convidam para essa festa? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="w.i2" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - GOMES! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="o1ba" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Estou a brincar calma. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="hix3" style="margin-bottom: 0in;"&gt; - Pois eu não. Prefiro apanhar um gang a tentar assaltar uma bomba de gasolina que ser ama-seca de meninos milionário. Posso usar arma em legitima defesa. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="d68s" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  - Deixa estar então. Eu falo com eles. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="geld" style="margin-bottom: 0in;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="jhug" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  &lt;i id="rese"&gt;Já no portão da mansão da família Kwarter&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="n:vc" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  O Gomes toca no botão da campainha. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="idsp" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Ana, queres que pergunte se há substâncias ilegais na festa? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="q:oa" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Deixa de gozar. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="mfdf" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Mansão Kwarter, que deseja? (diz o mordomo pelo aparelho junto da campainha) &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="i8n4" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Aqui é o agente Gomes da polícia da cidade. (mostrando o cartão de identificação em frente da câmara. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="wcpm" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Um momento. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="tsm9" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Espero que não demore muito. (diz Ana) &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="gz4h" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  O portão faz um estalido e começa a abrir muito lentamente diante dos faróis do carro patrulha. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="j-t6" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Pode entrar. (diz o mordomo) &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="d-cu" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Vez Ana, até foi bem rápido. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="kc.9" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Puf! &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="g1cx" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  Já fora do carro e junto da porta principal da mansão. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="ey35" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Boa noite senhores, perdão, boa noite senhora. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="e0tf" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Menina. (diz Gomes com um sorriso) &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="mvm6" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Boa noite menina. O menino Artur já vem recebe-los. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="evz1" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Uau! Que casa! Já viste Ana esta gente vive mesmo à grande. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="z5kp" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Cuidado Gomes não toques em nada, um vaso pequeno desses deve valer um ano do teu ordenado. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="v.nf" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; (entrando com uma toalha em volta do pescoço e a limpar o tronco nu, Prof. Kwarter entra na sala) – boa noite. Desculpem a demora. Estava preparar para o banho. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="s2w8" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - A esta hora senhor Artur? (pergunta a Ana) &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="d-hk" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Mas a senhora agente vem aqui a esta hora para me perguntar porque tomo banho? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="o0rk" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Menina, menino Artur! (corrige o mordomo) &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="orr1" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; - Para si, sargenta Lopes. (diz Ana). E não, não estou interessada na sua higiene madrugadora. Recebemos vários telefonemas dos seus vizinhos a queixar do barulho que pelo que parece vem desta mansão. Está a dar alguma festa… menino Artur? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="jv_s" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; - Festa? Eh eh. Não sargenta Lopes. Não há festa nenhuma como vê. Há sim muito trabalho. (diz o Professor enquanto limpa a cara de um pó branco com a toalha). &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="nouk" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  A Ana ao vê-lo naquele estado retira do coldre a pistola e aponta-lhe gritando: &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="ih2j" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Fique quieto! Não mexa mais nessa toalha e afaste-se dela. JÁ! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="v5r1" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Calma sarg. Que estás a fazer? Estás doida? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="aake" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Mãos atrás das costas! Gomes não vês que o gajo está com a cara coberta de coca? Eu disse mãos atrás das costas! &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="rs6z" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Tenha calma menina Lopes (diz o mordomo), o menino Artur está a limpar magnésio que usou para vestir o fato de borracha. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="mdsy" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Só conheço uma borracha nestes casos, aquela que se usa como garrote para injectar. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="d7i2" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - ANA! Pára com isso e baixa a arma, não cometas mais erros do que já fizesse-te! ANA! (grita Gomes). &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="c7v_" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  A sargenta Lopes acaba por ouvir o colega e baixa a arma lentamente e coloca-a novamente no coldre respirando fundo. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="yjgy" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Peço desculpa senhor Kwarter, não foi por mal, pensei… &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="fkf4" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Pois pensou, mas pensou mal. É sempre assim a sua colega agente Gomes, todos são suspeitos logo no primeiro encontro? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="ocim" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; - Peço desculpa pela acção desmedida da sargenta Lopes Senhor. Ela é bastante cautelosa com o crime, por vezes demais. Tem que perceber a cidade nunca mais foi a mesma e todos os pequenos detalhes contam para deter um crime. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="w0.c" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; - Estou de acordo consigo senhor agente, nada se pode deixar ao acaso, nem mesmos os “meninos ricos”. Mas na verdade nem todos andam no caminho do mal e a sua colega que é uma patente superior à sua já devia estar mais treinada para não avaliar pela negativa o que parece ser à primeira. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="tsh4" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; - Magnésio? Puf! E já agora que é que esse fato de borracha tem em comum com o barulho que os vizinhos se queixam? É Sadomasoquista e gosta de extrair gritos das mulheres, ou tem uma banda gótica na garagem e gosta de ensaiar às quatro da manhã? &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="zgu5" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; - Alguém deve ter feito algo de muito mal para ser assim tão dura para as pessoas. Mas em relação à queixa levantada pelos vizinhos eu peço desculpa, não volta a acontecer. Tenho um tanque de mergulho nas traseiras da minha casa que simula a pressão hídrica de vários metro de profundidade mas tendo apenas cinco metros cúbicos, e as bombas de água podem provocar um barulho de certo incomodativo para quem não está lá dentro a relaxar depois de uma insónia prolongada e com um fato de mergulho de borracha. Vou mandar já amanhã alguém mudar o equipamento para abafar o barulho. Prometo. Não se preocupe sargenta Lopes, eu não apresento queixa de si por me apontar uma arma carregada na cara na minha própria casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="tfc2" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; Ana esbaforida sai pela porta dizendo: - Venha agente Gomes, vamos embora. Antes que isto se torne um local de homicídio voluntário. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="ev-b" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Desculpe mais uma vez. (diz Gomes saindo com o chapéu nas mãos andando de costas para a porta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="tpyt" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; Depois da porta ser fechada pelo mordomo o Professor Kwarter começa a rir com a mão na testa. – Ufa! Foi por pouco Jarvas. Acho que se a minha professora da primária tivesse visto eu a representar há pouco, sentiria mal por dizer nessa altura que não tinha jeito para o teatro e que só sabia de números. Tanque de mergulho de profundidade? Essa foi boa. Ah ah ah! &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="k8nf" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; - O menino tem que ter mais cuidado com o seu trabalho a estas horas. Vou mandar isolar o seu laboratório logo pela manhã cedo para que os seus vizinhos tenham uma noite bem dormida senhor. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="nj9v" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Obrigado Jarvas, conto contigo. Agora pode ir dormir que por hoje é tudo, que foi um dia em cheio. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="kghf" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Boa noite menino. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="jf2b" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Boa noite. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="dmma" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  Mas o Professor Kwarter continua com o sorriso nos lábios enquanto sobe a escadaria para a zona de quartos. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="uozu" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Ana? Hum! Gostei dela, cheia de energia, e bonita claro. Ana! &lt;/p&gt;   &lt;p class="western" id="oyl:" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="jnxk" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="bu95" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="r5m:" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="l6vn" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="emxo" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  &lt;i id="oe_j"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" id="emxo" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;&lt;i id="oe_j"&gt;” Está um dia como não via há muito, céu azul com nuvens de algodão. As crianças brincam no jardim puxando papagaios de papel coloridos, os jovens treinam as letras das canções da moda, os pais sentados nos bancos falam do último jogo do campeonato e as mães desfrutam um banho de sol nos cobertores do piquenique sobre a fresca relva verde… as flores são verdes como nunca vi, os olhos das pessoas parecem faróis de uma luz verde como um laser apontado de uma arma. Está tudo verde, tudo que eu vejo está verde… Verde”&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="cd7s" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; A máquina experimental do Professor Mateus parece adormecida no meio de tantos tubos que libertam vapores frios. Tudo parece calmo, de súbito, um bater vindo de dentro da esfera de cobre, de seguida outro, e mais outro. Agora o bater parece ser com mais força, e mais rápido, os batuques ficam mais acelerados e descontrolados. “ Verde, verde… Este verde queima, queima muito. A dor, eu não aguento”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="czv4" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; A porta da escotilha da esfera é projectada a uns metros com uma pancada forte contra a parede. Um líquido esverdeado luminoso sai em força da esfera por vários orifícios de emergência e em poucos segundos fica totalmente vazia. A mão do professor Mateus erguesse da escotilha agora aberta agarrando-se com força. o liquido que tinha ingerido devido a um problema de perda de isolamento do seu capacete sai em vomito mal Mateus coloca a cabeça fora da esfera. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="uzyb" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  - Maldito capacete! Cof cof! Ia morrendo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="d5gr" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; Molhado, Mateus escorrega o corpo para fora da esfera caindo no chão coberto do tal líquido ficando a tossir o resto do líquido que tinha nos pulmões. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="vjlh" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; - Não posso continuar a trabalhar nestas condições, posso morrer afogado e sem ninguém dar por isso, se pelo menos tivesse um dinheiro extra, já poderia comprar material melhor para o meu fato… Eu ia morrendo. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" id="m.8w" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt; O local era lindo, tudo era muito limpo, calmo e alegre. Foi tão bom enquanto lá estive. Não me importava em ficar por lá. Lembro-me como se fosse hoje. A grande guerra alterou tudo no mundo. Burros! Mas isto não vai ficar assim. Eu vou conseguir corrigir os erros do passado, vou conseguir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" id="v5u1" style="margin-bottom: 0in;" align="justify"&gt;  O dia amanhece na cidade, todo parece deserto mas na verdade a cidade está bastante viva mas abaixo do nível das ruas. Depois da grande guerra as pessoas foram obrigadas a usar mais os túneis do metro e a criar novos túneis para se movimentarem em segurança, a poluição e os níveis de radiação solar são altos o suficiente para provocar doenças na população. Eles sabem que só poderão sair à rua daqui a mais uns 200 anos. Pelo menos tem algo de positivo em tanta desgraça, deixaram de usar poluentes nas fábricas, passaram a usar energias renováveis e todos os carros agora foram para abate e tornados em sucata. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6685028050754721286-5043661805456633056?l=profquantum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profquantum.blogspot.com/feeds/5043661805456633056/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6685028050754721286&amp;postID=5043661805456633056&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6685028050754721286/posts/default/5043661805456633056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6685028050754721286/posts/default/5043661805456633056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profquantum.blogspot.com/2009/01/quantum.html' title=''/><author><name>fernando lucas</name><uri>https://profiles.google.com/109845268238877631469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-h8n6RBCzJEc/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/SIemjzy8sGw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
